Índice Brasil

Quem lidera o debate digital na corrida ao GDF 2026?

O Índice Brasil de Impacto Digital (iBR) lança painel exclusivo com análise completa da presença digital dos cinco principais pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal. Os dados mostram que engajamento alto nem sempre significa influência real — e que a corrida digital já começou.

A poucos meses das eleições de 2026, o cenário político do Distrito Federal já se movimenta com intensidade nas redes sociais. Para medir quem de fato lidera esse debate — e quem apenas ocupa espaço —, o iBR-Instagram analisou 80 publicações e mais de 1.100 comentários dos perfis de Celina Leão (PP), Paula Belmonte (Cidadania), Leandro Grass (Rede), Ricardo Cappelli (PSB) e Izalci Lucas (PL).

» Dashboard interativo revela o ranking dos pré-candidatos. Acesse!

“O iBR não mede apenas quem posta mais ou quem tem mais seguidores. Ele revela quem de fato consegue mobilizar pessoas e influenciar o debate público. Nesta análise do DF, vemos que a maior base de seguidores não garante liderança, e que engajamento proporcional alto pode conviver com alcance limitado. São nuances que só aparecem quando se olha para o impacto digital de forma estruturada.”

Tiago Falqueiro, sócio-fundador da DSC Lab e coordenador do projeto iBR

O resultado está disponível em um dashboard interativo e navegável, que reúne sete dimensões de análise em uma única plataforma: ranking geral, sentimento dos comentários, temperatura do debate, segmentação psicográfica dos comentaristas, análise de discurso, além de informações metodológicas sobre o índice.

Celina Leão lidera, mas a disputa digital está aberta

Com um iBR de 58,68 pontos, a vice-governadora Celina Leão ocupa a primeira posição do ranking. Sua liderança se sustenta no maior engajamento médio por post (943 interações), na melhor qualidade de interação entre todos os analisados e em um perfil de audiência fortemente apoiador — 71% dos comentários em suas publicações são positivos.

Paula Belmonte aparece logo atrás, com 52,98 pontos, impulsionada pela maior base de seguidores do grupo (463 mil) e pelo maior alcance de vídeo. A diferença de apenas 5,7 pontos entre as duas primeiras colocadas indica que a disputa pela liderança digital está longe de definida.

Grass tem a maior taxa de engajamento, mas alcance limitado

Leandro Grass, terceiro colocado com 37,90 pontos, apresenta a maior taxa de engajamento do grupo: 0,68% — mais do que o dobro de Belmonte (0,22%). Isso significa que, proporcionalmente ao tamanho de sua audiência, Grass é quem mais mobiliza. No entanto, sua base de 108 mil seguidores e o baixo alcance de vídeo (1.565 visualizações médias) limitam seu impacto absoluto.

Cappelli é o mais polêmico; Izalci, o mais blindado

Ricardo Cappelli registra a maior temperatura do debate entre todos os candidatos: 47,3 pontos em uma escala de 0 a 100. Quase 30% dos comentários em suas publicações são negativos, e a diversidade de temas abordados por seus opositores é a mais alta do grupo. Cappelli é, ao mesmo tempo, o candidato que mais provoca reações e o que mais se expõe a críticas.

No extremo oposto, Izalci Lucas tem a menor temperatura (23,9) e apenas 4,1% de comentários negativos. Seu perfil digital funciona como uma câmara de eco conservadora, com engajamento concentrado em apoiadores e baixa presença de opositores — o que pode indicar tanto uma base fiel quanto uma bolha que limita o alcance a novos públicos.

Segmentação revela perfis de audiência distintos

A análise psicográfica dos comentaristas, baseada na metodologia More in Common, revela padrões claros de segmentação. Celina Leão e Izalci Lucas concentram audiências à direita — Patriotas e Conservadores Tradicionais. Grass e Cappelli mobilizam predominantemente a Esquerda Ativista e a Esquerda Tradicional. Belmonte se destaca pela audiência mais diversificada, com presença significativa de Desengajados e Cautelosos — segmentos que costumam ser decisivos em eleições.

“A corrida digital ao GDF 2026 já começou, e os dados mostram uma disputa mais aberta do que se imagina. A diferença entre a primeira e a segunda colocada é de menos de seis pontos. Mais relevante ainda é o perfil das audiências: quem conseguir dialogar com os Desengajados e Cautelosos — que representam o eleitor indeciso — terá uma vantagem real nas urnas.”

— afirma, Tiago Falqueiro

Metodologia transparente e padronizada

Para garantir comparabilidade, a análise utilizou uma amostra padronizada de 16 posts por candidato, considerando apenas as publicações mais recentes e excluindo posts fixados — que acumulam engajamento ao longo de meses e distorcem métricas de desempenho recente. O iBR é composto por mais de 40 métricas organizadas em quatro fatores: Engajamento, Audiência, Atuação e Influência.

Acesse o dashboard

O painel completo está disponível para consulta e permite navegação entre todas as dimensões da análise. Os dados são apresentados com gráficos interativos, cards comparativos e análise de discurso individualizada para cada pré-candidato.

O Índice Brasil de Impacto Digital (iBR) é um projeto da DSC Lab. Desde 2022, seus estudos pautaram reportagens em veículos como O Globo, Folha de São Paulo, TV Globo e Congresso em Foco. Para mais informações, acesse indicebrasil.com.br ou entre em contato pelo e-mail redes@descompli.ca.

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