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Crise do PIX: Como Governo Enfrentou Reação Negativa nas Redes Sociais

Nikolas Ferreira durante reunião da CCJ da Câmara. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Nikolas Ferreira durante reunião da CCJ da Câmara. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Nos primeiros dias de 2025, o governo federal se viu no centro de uma polêmica envolvendo o PIX, o sistema de pagamentos instantâneos amplamente utilizado pelos brasileiros. A repercussão negativa em torno do tema gerou forte mobilização nas redes sociais, evidenciando desafios na comunicação governamental e na contenção da desinformação.

O Que Gerou a Crise?
A controvérsia começou com discussões sobre possíveis mudanças no funcionamento do PIX, incluindo especulações sobre taxação de transações e novas regras para o uso do sistema. Apesar dos desmentidos oficiais, a informação viralizou rapidamente, alimentada por perfis políticos, influenciadores e opositores ao governo.

O posicionamento por parte da comunicação oficial com contribuiu para que a crise ganhasse força, impulsionando desinformação e críticas. O Relatório Brasil indica que a resposta dos perfis da Esplanada às publicações críticas ao governo não fizeram frente ao desafio, sendo superadas em alcance e engajamento.

Impacto nas Redes Sociais
Além da insatisfação popular, a crise revelou um desafio central para a atuação governamental nas redes sociais: a necessidade de se preparar antecipadamente com monitoramento dos cenários, estruturas para lidar com crises e, dessa forma, responder mais rapidamente a narrativas negativas e conter a difusão de fake news.

O estudo mapeou a tentativa de resposta à crise do PIX nos canais oficiais do governo federal e revela que a resposta institucional foi fragmentada e desproporcional à magnitude do problema. Os dados coletados mostram que a crise foi abordada 126 vezes nas redes governamentais, em pelo menos 18 dos 39 órgãos e perfis monitorados.

O volume de interações nos canais oficiais foi alto, mas insuficiente para competir com o impacto do conteúdo opositor, que contou com forte impulsionamento pago e viralização espontânea de postagens críticas ao governo.

A crise foi amplificada por uma estratégia digital bem estruturada da oposição, que explorou narrativas falsas sobre uma suposta taxação do PIX e transformou a questão em um símbolo de insatisfação popular.

O vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que atacava a medida governamental, ultrapassou 325 milhões de visualizações, evidenciando um descompasso entre a capacidade de mobilização do governo e a força da oposição nas redes.

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