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Ranking do Índice Brasil de Impacto Digital (iBR) dos 6 principais presidenciáveis para 2026
Este painel analisa os 6 presidenciáveis a partir de 610 publicações dos últimos 30 dias, mais de 3.155 comentários classificados por sentimento e segmentação psicográfica MIC (More in Common), revelando quem de fato mobiliza, quem apenas publica e quem está vulnerável ao debate.
Flávio Bolsonaro lidera o iBR Instagram com 71,34 pontos — uma vantagem de 25,93 sobre o segundo colocado, Lula — sustentada pela combinação de três fatores: o maior engajamento médio do grupo (183 mil interações/post), o maior ETP (33,5 milhões) e o maior alcance de vídeo (760 mil visualizações médias). São números que refletem uma base de 9,7 milhões de seguidores em estado permanente de mobilização emocional, alimentada por conteúdo combativo e apelos religiosos. Lula ocupa a segunda posição com 45,41 pontos, beneficiado pela maior base de seguidores entre os seis perfis (14,5 milhões) e por um ETP de 12,2 milhões, mas penalizado pela menor taxa de engajamento do grupo (0,59%), indício de que o volume de seguidores não se converte proporcionalmente em interação. Renan Santos (36,01) se posiciona no terceiro lugar graças à maior taxa de engajamento (4,78%) e à maior frequência de postagem (4,6/dia), o que compensa uma base 12 vezes menor que a de Lula. Zema (29,44), apesar de ter o segundo maior ETP do grupo após Flávio, é penalizado por métricas de qualidade e alcance proporcionalmente modestas. Aldo Rebelo (24,21) e Caiado (13,04) fecham o ranking: o primeiro sustentado unicamente pela qualidade de interação, o segundo prejudicado por uma taxa de engajamento (0,67%) incompatível com seus 2,1 milhões de seguidores.
O ranking se organiza em três patamares distintos. Flávio Bolsonaro ocupa sozinho o topo, com uma distância de 25 pontos para o segundo colocado que não encontra paralelo nos demais estudos do iBR — um domínio que se explica menos por uma métrica isolada do que pela presença simultânea no topo de quatro dos sete componentes normalizados. O segundo patamar, entre 29 e 45 pontos, abriga três candidatos com perfis complementares: Lula (volume e base), Renan (eficiência e frequência) e Zema (equilíbrio parcial entre alcance e intensidade). No terceiro patamar, Aldo Rebelo e Caiado operam em escalas incomparáveis — o primeiro com 36 posts e 133 mil seguidores, o segundo com 100 posts e 2,1 milhões — mas convergem para um resultado final próximo: ambos não conseguem converter presença digital em impacto mensurável. A diferença entre o primeiro e o último colocado (58,30 pontos) sinaliza um campo de pré-candidatos digitalmente estratificado, onde os três primeiros concentram 93% do engajamento total do grupo.
Os dados de março de 2026 revelam um campo de pré-candidatos com uma assimetria digital pronunciada: Flávio Bolsonaro concentra a maior capacidade de mobilização e alcance, sustentada por uma estratégia combativa que maximiza o engajamento no Instagram — mas Lula registra a maior temperatura (33,3°) e pressão adversária (15,9%), refletindo o confronto que seus posts atraem de campos opostos. Lula opera com a vantagem estrutural da base e da máquina institucional, porém enfrenta uma taxa de engajamento que não acompanha o tamanho de sua audiência. Os demais candidatos enfrentam desafios específicos de conversão: Renan Santos produz eficiência com poucos recursos, Zema precisa traduzir indignação em adesão, e Caiado e Aldo Rebelo ainda não encontraram a chave para transformar presença digital em tração eleitoral.
Especializada em marketing político e relações públicas, a Descompli.ca atua desde 2015 com produção de conteúdo e monitoramento de dados para construção de estratégias digitais.
O Índice Brasil de Impacto Digital mede a presença e o impacto digital de instituições e autoridades, consolidando-se como referência em análise digital na política brasileira desde 2022.
Comparação entre o score dentro do grupo (6 presidenciáveis) e o score no pool de referência (47 perfis nacionais)
iBR Grupo mede o impacto digital dentro do grupo analisado (os 6 presidenciáveis). Escala 0-100 relativa ao grupo.
iBR Geral posiciona o perfil no pool de referência de 47 perfis políticos nacionais, com score inteiro (sem %), Nível (1-5) e Top X%.
Classificação dos comentários em positivo, negativo e neutro
Caiado registra a maior taxa de sentimento positivo do grupo (92,3%), mas esse dado não indica necessariamente aprovação política — reflete uma audiência concentrada em Desengajados (86,6%) que interage com moderação e sem confronto, mais próxima de um reforço regional do que de uma base combativa. Zema aparece em segundo (86,1% positivo), com uma taxa de negatividade de 9,7% coerente com seu discurso de indignação controlada contra os 'intocáveis'. O dado revelador está em Lula: com 82,8% de sentimento positivo, concentra, em termos absolutos, o segundo maior volume de comentários negativos, reflexo de uma audiência que atrai tanto apoiadores organizados quanto opositores sistemáticos.
Flávio Bolsonaro apresenta a menor taxa de positividade entre os quatro primeiros do ranking (78,3%), combinada com 9,9% de sentimento neutro — o maior do grupo — o que sugere que parte de sua audiência acompanha sem adesão declarada. O sentimento neutro também é expressivo em Renan Santos (11,0%), coerente com uma audiência que consome o conteúdo provocador sem necessariamente aderir à candidatura.
Mede o nível de controvérsia e polarização nos comentários (0-100)
Lula registra a temperatura mais alta do grupo (33,3°, classificação 'Morno'), impulsionada pela maior taxa de pressão adversária (15,9%) e por uma diversidade de segmentos de 83,3%. Esse aquecimento se explica pela natureza da reação que provoca: embora produza conteúdo majoritariamente propositivo (82%), seus posts funcionam como arena de confronto que atrai tanto apoiadores organizados quanto opositores sistemáticos, gerando um debate tenso e polarizado. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás (31,3°, também 'Morno'), com a particularidade de concentrar a máxima diversidade de segmentos (100%) e a maior taxa de negatividade entre os candidatos de direita (11,8%) — inferior à de Lula (17,2%) —, indicando que, com 85% de conteúdo de ataque, o debate que gera é intenso mas com pressão adversária de 4,6%.
Zema (29,4°, 'Morno') e Renan Santos (29,3°, 'Morno') operam em faixas próximas, com Renan apresentando pressão adversária de 3,2%, reflexo de sua estratégia de ataque simultâneo a Lula e a Flávio, que o expõe a retaliação de dois campos. Caiado (24,9°), Aldo Rebelo (21,7°) operam em temperaturas mais baixas, com pressão adversária inferior a 7%, sugerindo perfis que ainda não entraram no centro do debate — seja por opção estratégica (Caiado e seu tom executivo), seja por alcance limitado (Aldo).
Tom, temas, narrativa central, estratégia e segmento MIC de cada pré-candidato
O campo dos presidenciáveis se divide em dois blocos discursivos. No primeiro, Lula e Caiado operam com predomínio propositivo (82% e 60%, respectivamente), utilizando a vitrine institucional do cargo de governante para projetar entregas como argumento eleitoral — mas com tonalidades distintas: Lula aposta em saturação positiva e apelo emocional, enquanto Caiado combina prestação de contas com firmeza na pauta de segurança. No segundo bloco, Flávio Bolsonaro e Renan Santos priorizam o ataque (85% e 70%), embora com alvos diferentes: Flávio concentra fogo no PT/Lula, enquanto Renan distribui ataques entre Lula, Flávio e o STF, posicionando-se como candidato antissistema.
Zema e Aldo Rebelo ocupam posições intermediárias (65% e 45% de ataque), com estratégias distintas: Zema construiu um conceito-âncora ('a farra dos intocáveis') que organiza toda a sua comunicação em torno da indignação com o Judiciário, enquanto Aldo aposta em tom reflexivo e conciliador que o diferencia num ambiente dominado pela agressividade. A eficácia dessas estratégias se mede pelo cruzamento com engajamento: Flávio, o mais combativo, lidera o iBR; Lula, o mais propositivo, ocupa o segundo lugar — mas com taxa de engajamento seis vezes menor, indicando que a combatividade gera mais interação no Instagram.
Temas recorrentes, críticas específicas e discurso predominante da audiência
A segmentação psicográfica dos comentaristas revela um campo dominado por Desengajados — o segmento que acompanha sem vinculação ideológica articulada e interage de forma difusa. Caiado (86,6%), Aldo Rebelo (67,0%) e Renan Santos (55,2%) concentram suas audiências nesse grupo, o que indica perfis que ainda não geraram mobilização identitária forte entre seus interlocutores. Lula (60,7% Esquerda Tradicional) e Flávio Bolsonaro (45,4% Patriotas Indignados) apresentam composições distintas, com segmentos primários alinhados a seus campos ideológicos: Lula atrai Patriotas Indignados (15,9%) e Desengajados (13,8%) como segmentos secundários, confirmando que seus posts funcionam como campo de disputa ideológica.
Flávio, por sua vez, concentra Desengajados (35,5%) e Conservadores Tradicionais (10,5%) como segundo e terceiro segmentos, mais alinhados com seu discurso combativo. O dado mais relevante aparece no cruzamento entre MIC do candidato e MIC da audiência: Zema se classifica como Conservador Tradicional, mas sua audiência é 43,1% de Desengajados e 32,6% de Cautelosos; Renan e Flávio se classificam como Patriotas Indignados, mas seus comentaristas são majoritariamente Desengajados — uma dissintonia que sugere que o tom de campanha é mais radical do que a base que efetivamente responde.
O Índice Brasil de Impacto Digital (iBR) mede o impacto e a presença digital de instituições, autoridades, empresas e, neste caso, dos presidenciáveis para 2026, nas principais redes sociais e plataformas digitais. Ele avalia não apenas o volume de publicações e interações, mas também a capacidade de engajar a sociedade e influenciar debates públicos.
Diferentemente do Desempenho Digital, que coleciona as métricas alcançadas por determinada presença digital, o Impacto Digital, medido pelo Índice Brasil, busca captar os reflexos das ações de uma forma mais ampla, com o objetivo de entender a relação do agente em um grupo ou situação determinada.
Mede o nível de interação do público com as postagens. Curtidas, comentários, compartilhamentos e visualizações são ponderados de acordo com sua relevância.
Representa o alcance potencial, levando em conta o número de seguidores e o tamanho total da plataforma.
Considera a regularidade com que cada perfil publica conteúdos, e mede a tendência da presença digital ativa gerar maior engajamento.
Reflete a relevância no ambiente digital, analisando como o engajamento se compara à base de seguidores e ao desempenho dos demais perfis.
Desde 2022, os estudos do iBR pautaram reportagens em veículos de comunicação de Brasília e do DF.

Especializada em marketing político e relações públicas, a Descompli.ca atua desde 2015 com produção de conteúdo e monitoramento de dados para construção de estratégias no meio digital.
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